segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 

A Saga dos Sumérios

Temporada II - Episódio VIII - A criação de um ser híbrido.

A evolução segundos os escritos dos Sumérios - Foto divulgação

Após os conflitos relatados no Episódio VI que levou a condenação e morte de Anzu, os Anunnakis não se deram conta que um novo conflito estava nascendo e que teriam que resolve-lo de maneira rápida e inusitada antes que a mineração do metal precioso para a salvação de seu planeta, fosse ameaçada ou até mesmo findasse.

Anzu fora julgado e executado no vigésimo quinto Shars (1 ano Anunnakis = 3600 anos na Terra). A inquietação e insatisfação dos Igigis foi amenizada, embora se notasse descontentamentos na grande maioria deles. Marduk (Filho de Enki), foi designado e enviado a Lahmu (Marte) para tentar amenizar as insatisfações com a missão de ouvi-los, liderá-los e atender as necessidades de mal-estar que originou o conflito que culminou na morte de Anzu, seu antigo líder.

Enquanto isso, na Terra, reuniam-se Enlil, Enki e Ninurta para discutirem mudanças e refletirem como evitar os problemas entre todos que ali trabalhavam. As estadias na Terra eram muito prolongadas, a diferença entre os dois planetas e o forte calor nas regiões que atuavam, causavam-lhes doenças. A própria Ninmah, uma cientista médica, não conseguira amenizar tais doenças e o envelhecimento precoce que a atingia fortemente. A cada dia na Terra, Ninmah envelhecia um ano de seu planeta. Seu semblante causava espanto aos seus meios-irmãos todas as vezes que estes se reuniam. Naturalmente, tanto Enlil quanto Enki notavam tal envelhecimento, porém, não deixavam de consultar aquela que havia chegado à Terra com a missão de curar ou amenizar as doenças que lhes atingiam.

Ninurta que era um perito em interioridades dos planetas sugeriu que se criasse uma Cidade do Metal para fundir e refinar o ouro extraído. Seu intuito era transformar o ouro em barras, pois assim, os carregamentos se tornariam menos pesados, abrindo espaço nas naves para carregar maiores quantidades e levar os Anunnakis para serem tratados em seu planeta de origem. Assim, os cansados retornariam a Nibiru e outras equipes viriam para substituí-los.

Localização de Bad-tibira: (Em Sumério: 𒂦𒁾𒉄𒆠,bad-tibira), "Muro dos Trabalhadores do Cobre" ou "Fortaleza dos Ferreiros", identificado como moderno Tell al-Madineh, entre Ash Shatrah e Tell as-Senkereh (antiga Larsa ) no sul do Iraque, era uma antiga cidade Suméria que aparece entre as cidades antediluvianas na Lista de Reis Sumérios. Seu nome acadiano era Dûr-gurgurri. Também foi chamado de Παντιβίβλος (Pantibiblos) de autores gregos como Berossus, transmitido por Abydenus e Apollodorus. Isso pode refletir outra versão do nome da cidade, Patibira, "Canal dos Smiths".

Assim nasceu a cidade de Bad-Tibira na região denominada E-din por absoluta imposição de Enlil apoiado pelo soberano Anu. Construída e equipada com materiais e ferramentas vindas de Nibiru. Durante três anos (Shars) de Nibiru ergueu-se a cidade de Bad-Tibira que significava literalmente “A Cidade do Metal”, embora hoje se acredite que a cidade teve outras denominações assumidas com o passar dos séculos, conforme acima informado. Foi dado a Ninurta o comando da cidade, pois fora ele o idealizador da mesma. 

Ruínas de Bad-Tibira

O Bad-Tibira no atual sul do Iraque era uma cidade Suméria que existiu entre 5000 aC e 2300 aC. Foi uma das primeiras cidades a estabelecer a realeza. O fogo destruiu Bad-Tibira e o que resta hoje são tijolos apagados.

Com a usina (Bad-Tibira) de tratamento de minério construída e funcionando, o fluxo de ouro a Nibiru se tornou mais fácil e rápido e proporcionando aos que haviam chegado à Terra e a Lahmu (Marte) em tempos idos, o retorno ao seu planeta natal. Voltaram para Nibiru, juntamente com aproximadamente 600 Anunnakis os pilotos e comandantes Alalgar, Abgal e Nungal. Com a chegada de novas equipes trazendo seres mais jovens e ávidos por aventuras, os líderes Anunnakis pensavam ter assim resolvido os problemas de insatisfações e doenças.

O dia a dia dos Anunnakis era garimpar o ouro, enviá-lo de Abzu para Bad-Tibira onde seriam fundidos, transformados em pequenas barras, enviados a Lahmu em naves espaciais e de lá, em naves de grande porte, seguir para Nibiru. Porém, as vindas e idas de naves, não mais executando a troca de equipes e desta forma, um novo conflito se registrou. Como havia concebido Ninurta, realmente o ouro fluía de Abzu até Nibiru. Porém, o que não fora concebido era o mal-estar dos Anunnakis recém-chegados que trabalhavam diariamente sem descanso dentro das inúmeras minas em Abzu.

Hélice Dupla de DNA - Símbolo de Nin.gish.zidda - Senhor do Artefato de Vida. Deus da ciência, filho de Enki, que ajudou ao seu pai a realizar a façanha genética que constituiu o tema do relato bíblico do Jardim do Éden. Era o deus egipcio da ciência venerado como Thoth. Após rivalidades com seu irmão Marduk/Rá, foi expulso do Egito partindo para a América Central transformando-se no deus Quetzalcóatl, a serpente alada. O símbolo que representa Ningishzidda é usado no mundo moderno como símbolo da medicina.

Enki que tinha o comando de Abzu, desviou sua atenção para outros assuntos da região, principalmente por se tratar de ser um cientista e ávido por pesquisas. Ele estava fascinado pelo que crescia e vivia naquele continente africano. Desejoso de aprender sobre as diferenças entre a vida que surgia na Terra e a que surgira em seu planeta natal, Nibiru. Queria descobrir como aconteciam as enfermidades causadas pela atmosfera e pelos ciclos terrestres. Mandou construir junto às efusivas águas, um magnífico laboratório, seu local de estudos. Equipou tal laboratório com todo tipo de equipamentos para pesquisa de flora e fauna, formou equipes, convocou seu filho Ningishzidda, seu seguidor nas ciências e batizou seu laboratório de pesquisas com o significativo nome de “Casa da Vida”. Ali pai e filho configuraram novas fórmulas que armazenavam no banco de dados denominado ME, num estudo pormenorizado sobre os segredos da vida e da morte. Por longos períodos estudaram e tentaram desvendar os segredos da vida e da morte das criaturas da Terra. Enki estava muito interessado e fascinado por algumas criaturas vivas que viviam entre as árvores (macacos) altas, utilizando suas patas dianteiras como mãos.

Homo-Erectus - Foto divulgação
Percebeu que nas altas ervas dos estepes (tipo vegetacional localizado em zonas de clima seco) estranhas criaturas pareciam caminhar eretas, o que conhecemos hoje por Homo-Erectus (uma espécie extinta de hominídeo que evoluiu na África e viveu entre 1,8 milhões de anos e 100-200 mil anos (Pleistoceno inferior e médio). seus espécimes estão entre os primeiros membros reconhecíveis do gênero Homo.). O que Enki não sabia é que estava presenciando os últimos 200 anos do extinto homo-erectus. Porém, seria deste simples homo-erectus que Enki e sua equipe traria para o cenário evolutivo da Terra o Homo-sapiens.

Enki estava tão fascinado e absorvido em seus estudos que não percebeu que em torno de si, os Anunnakis estavam prontos a se revoltarem devido as péssimas condições de trabalho dentro das minas de Abzu. O primeiro a perceber que algo estava errado foi Ninurta, pois este notou que a quantidade de ouro que chegava a Bad-Tibira diminuía a cada dia. Comunicado o que estava acontecendo, Enlil decidiu enviar Ninurta a Abzu para averiguar os acontecimentos e as causas da baixa produção de minério.

Ninurta foi recebido em Abzu por Ennugi, o oficial chefe das escavações. Este conduziu o visitante ao interior das minas. Ninurta ouviu dos trabalhos suas reclamações e lamentações. Notou que a grande maioria era unânime em relatar as péssimas condições de trabalho que Ninurta constatou serem insuportáveis. Imediatamente, transmitiu a Enki as lamentações e as insatisfações dos mineiros. Este aconselhou que Ninurta convocasse Enlil para juntos buscarem uma solução.

Chegando em Abzu, Enlil instalou-se numa casa próxima as escavações, mas a presença do “Senhor do Comando”, acabou acelerando os ânimos dos mineiros que deflagraram suas revoltas e assim gritavam: “… vamos atacar Enlil em sua morada!... Que nos libere do duro trabalho…”. Logo em seguida os Anunnakis destruíram suas ferramentas transformando-as em armas e sitiaram a morada de Enlil. A noite para o “Senhor do Comando” parecia que não iria acabar bem. Kalkal, o guardião da entrada (uma espécie de segurança pessoal de Enlil com grande poder mando), trancou a porta de entrada e ordenou a Nusku (alto funcionário da corte de Enlil) que o despertasse de seu descanso. Seguiram-se várias tentativas de amenizar os ânimos até que Enki interferiu e conseguiu acalmar os revoltados e a libertação de Ennugi que era mantido como refém dos amotinados. Comunicação de Enlil, Enki e Ninurta foram feitas ao soberano Anu que lhes cobrou providencias, pois alegou que a mineração não poderia cessar e os responsabilizou pelo destino de Nibiru se o ouro não fosse enviado.

Diante de tudo, várias perguntas foram elaboradas dentro da mente de cada um. Todos sabiam que o trabalho de mineração era duro, desleal e ardo para as equipes que, normalmente, não eram compostas por trabalhadores rudes e sim por seres que haviam se tornado conhecedores das ciências em Nibiru. Ennugi, por exemplo, era um piloto de naves de grande porte. A maioria dos mineiros pertenciam ao exército de Enlil, eram dotados de especializações nas áreas de defesa e exploração de outros planetas. Os Anunnakis não tinham conhecimentos de mineração e muito menos mão de obra para executar tão função, principalmente, em condições de trabalho extremamente desfavoráveis.

Ennugi relata aos seus superiores que na medida que o calor na Terra aumentava, o trabalho nas minas se tornava insuportável, intolerável. Ninurta decide enviar todos os revoltados de volta para Nibiru e que de lá fosse enviado nova equipe. Porém, sabiamente, Enki o convence que essa ação, somente iria adiar uma nova revolta até que o pior acontecesse. Enlil intervém e indaga de Enki se não poderia criar novas ferramentas para amenizar o trabalho dos mineiros, tirando-os dos túneis.

Após um logo silêncio de Enki, como se estivesse pensando sobre uma solução e com todos os olhos voltados para sua figura, ele pede que chamem seu filho Ningishzidda, alegando seu desejo de tê-lo como assessor no que ele iria revelar. Ao chegar, filho e pai, se reúnem a uma certa distancia do grupo, trocam palavras murmuradas, gesticulam e balançam suas cabeças em sinal afirmativo de um para o outro. Em seguida, Enki e Ningishzidda, caminham em direção ao grupo composto pelos revoltados, Enlil, Ninurta e Ennugi e se pronunciam: “… uma solução é possível! Que se crie um Lulu (denominação Suméria para Trabalhador Primitivo) para que se ocupe do trabalha mais duro. Que este ser carregue sobre suas costas o duro trabalho dos Anunnakis!...”.

As palavras de Enki causou surpresa a todos e um verdadeiro tumulto de vozes agitou todo o grupo. “Quem tinha ouvido falar antes de criar um novo ser, um trabalhador que pudesse fazer o trabalho dos Anunnakis? Indagou Enlil. Enki rebate pedindo a presença de Ninmah que era tida como a deusa da cura. Ao chegar, Ninmah foi indagada da possibilidade da criação de um ser primitivo. Esta, vira-se para seu meio-irmão Enki, carinhosamente, expõe sua opinião: “… nunca se ouviu falar de algo assim… todos os seres descendem de uma semente… cada ser se desenvolveu ao longo da eternidade a partir de outro, nenhum veio do nada…). Enki, gentilmente sorrir para Ninmah e diz a todos: “… deixem-me que lhes revele um segredo de Abzu: O ser que precisamos já existe! Tudo que temos que fazer é marcá-lo com nossa essência (dna), assim se criará um Lulu, um Trabalhador Primitivo…” e acrescenta: “… tomemos então uma decisão, deem a bênção a meu plano: Criar um Trabalhador Primitivo, marcá-lo pelo sinal de nossa essência!...”.

Prezados Leitores, no próximo episódio (IX) vocês conhecerão o uso de alta tecnologia médica para unir duas raças, criando uma terceira. Entenderão por que a nossa ciência não consegue e não conseguiu explicar a grande lacuna ou vazio de 300.000 anos entre o Homo-erectus e o Homo-Sapiens. O primeiro desaparece da nossa história evolutiva e o segundo surge do nada para formar nossa humanidade. Não percam!

Fontes e Fotos:

https://www.imagick.com.br/as-ruinas-misteriosas-de-abzu-2/

https://universoanunnaki.blogspot.com/2016/05/a-tabuleta-dos-destinos.html

https://saibatananet.blogspot.com/2018/06/os-anunnaki-e-as-tabuas-roubadas-do.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Bad-tibira#Bad-tibira_in_Sumerian_literature

Literatura:

O Livro perdido de Enki, O 12º Planeta – Zecharia Sitchin

Deuses, Túmulos e Sábios - C.W. Ceran

Ramayana e Mahabharata - Willian Buck

https://www.bbc.com/portuguese/geral-50850119

https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=estepes#imgrc=NJkzIh-o2VLAQM

https://www.britannica.com/topic/Tammuz-Mesopotamian-god

https://www.facebook.com/176934425726315/photos/h%C3%A9lice-dupla-de-dna-s%C3%ADmbolo-de-ningishzida-manual-de-las-cr%C3%B4nicas-de-la-tierra-p/608162652603488/ 

 


Antologia As Faces do Amor

Lançamento 01 de Outubro de 2022

Maiores Informações:  

https://riodefloreseditora.blogspot.com/2022/09/materia-especial-antologia-as-faces-do.html

Edição e Direção Geral: Renato Galvão

Artista Plástico, Antologista, Escritor, Poeta e Produtor Cultural. Editor, Design Gráfico e Copydesk na Rio de Flores Editora, criada pelo artista para dar ênfase aos seus projetos literários e publicações autorais. Criou o Programa Estrelas, a RGvídeos, para dar suporte a Rio de Flores Editora na divulgação da Cultura, Artes e Artistas. Seus Projetos Rio de Flores e Encantos da Lua, Elas São Flores e Natureza Fonte de Vida, são coletâneas/antologias exclusivamente lançadas para atingir e divulgar escritores (as) anônimos (as).

 

4 comentários: